Projeto de Lei propõe autoatendimento em postos, o que pode custar emprego de mais de 500 mil frentistas

O deputado federal, Kim Kataguiri, (DEM-SP) apresentou projeto de lei (PL), onde autoriza a venda direta de etanol entre as usinas, postos e da fidelidade à bandeira de postos de combustível. O novo PL busca também adaptações nos postos de combustíveis, onde as bombas de combustíveis se tornariam de autoatendimento.

O deputado afirma que com a demissão dos frentistas a ideia é tornar os preços dos combustíveis mais baratos e também modernizar os postos, fazendo com que seja parecido com a modalidade que ocorre nos Estados Unidos.

O deputado afirma reconhecer que o PL pode trazer exonerações como resultado, mas afirma que há uma discussão com categorias do setor para que a “instalação” passe por um processo de mudança, que poderia durar cerca de 5 anos. Uma lei em vigor, de janeiro de 2000, obriga os postos a ter frentistas e proíbe esse tipo de equipamento.

As emendas à Medida Provisória 1.063 devem ser votadas em caráter de urgência pelo Congresso ainda em setembro. Se aprovado, o projeto de lei com todas as alterações previstas podem entrar em vigor em dezembro.

Proposta assusta classe

A proposta do PL assusta aos trabalhadores, que acreditam que isso afeta diretamente na vida dos mais de 500 mil frentistas do país, já que a tendência é a demissão em massa. O Fernando Oliveira Silva, trabalha há 10 anos como frentista em Santa Helena e vê com maus olhos a proposta.

"Os frentistas precisam desse serviço para sustentar suas casas. Na minha opinião tinha que manter a profissão", disse o trabalhador.

Os sindicatos também não estão contentes com a propostas e tentam intervir no assunto. Nilton Vieira Leite é presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (SINPOSPETRO) de Rio Verde, acredita que com isso, o combustível não deve abaixar o valor e que os postos vão se adequando com o passar dos anos, até que em cinco anos ocorra a possibilidade da profissão se extinguir. 

Nilton informou ainda que existem protestos contra a PL. "Estamos trabalhado e batendo firme para que não seja aprovado", comentou.